Pedro Burgos

Pedro Burgos

Na exposição Crónicas de Arquitectura, em Março de 2013

Nasceu em Lisboa a 4 de Julho de 1968. Costuma referir que debutou na banda desenhada por volta de 1990 através da revista Lx Comics, embora verdadeiramente tudo tenha começado uns anos mais cedo, em 1984. Foi nesse ano que participou no Concurso Nacional de BD tendo ganho, para além do 1º. prémio, a valiosa amizade e incentivo do carismático Geraldes Lino, que desde logo o “puxou” para as tertúlias do Clube Português de Banda Desenhada (CPBD). Nessa altura, pouca coisa se passava que não passasse pelo CPBD e foi assim que conheceu as principais “personagens” do meio “bedéfilo”.
Mais tarde, enquanto se tornava arquitecto, a bd foi evoluindo subterraneamente, aflorando à superfície em momentos marcantes como o convite, em 1992, para representar Portugal na Bienal dos Jovens Criadores da Europa Mediterrânea. Entretanto, passaram 20 anos e 200 páginas. Teimosamente, a banda desenhada acompanhou-o no seu ritmo intermitente, feita sobretudo de pequenas histórias, participações pontuais em diferentes antologias, a contribuição regular sob a forma de crónicas para jornais ou revistas, exposições individuais e colectivas, dois álbuns publicados em 2003. É uma obra curta, ainda em construção, e a maioria destas aventuras não teria sido possível sem a cumplicidade e a escrita preciosa do João Paulo Cotrim, autor e dinamizador de muitos projectos onde participou e argumentista de muitas das histórias que desenhou.
Hoje, a banda desenhada permanece aliciante e com potencialidade de experimentação, tanto na exploração crítica das suas convenções como na expansão dos parâmetros da sua linguagem. O que era subterrâneo corre agora à superfície abrindo novos caminhos e possibilidades.

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Le Monde Diplomatique